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Pílula do câncer, vira suplemento e ,Anvisa investigará se há infração

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Pílula do câncer, vira suplemento e ,Anvisa investigará se há infração

Reprodução Facebook
Imagem postada em rede social de uma das empresas responsáveis pelo suplemento
Imagem postada em rede social de uma das empresas responsáveis pelo suplemento

NATÁLIA CANCIAN
DE BRASÍLIA
PHILLIPPE WATANABE
DE SÃO PAULO
REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

17/02/2017 02h00

Dois dos cientistas que pesquisavam a fosfoetanolamina (conhecida como pílula do câncer) se separaram do grupo de investigação e vão lançar sua própria versão da substância como suplemento. A mudança de categoria, afirmam, foi uma forma de acelerar seu acesso no país.

“Como medicamento, o prazo [para lançamento] pode ser dois, três, quatro, às vezes até cinco anos”, disse Marcos Vinícius de Almeida, um dos cientistas responsáveis pelo suplemento, à Folha.

A substância será fabricada nos EUA –onde a aprovação de suplementos é facilitada– e poderá ser importada a partir de março. Ainda não há preço definido, diz Almeida.

A importação de suplementos e remédios para uso individual não precisa da aprovação da Anvisa, desde que a quantidade não seja característica para venda. Se o suplemento for importado para ser vendido no Brasil, precisará do crivo da agência, o que requer testes que comprovem suas propriedades.

Almeida e seu colega Renato Meneguelo dizem ter incorporado vitamina D, cálcio, fósforo e magnésio ao composto e que “o produto final não mudou nada”, referindo-se à substância desenvolvida por Gilberto Chierice, pesquisador da USP de São Carlos.

A pílula original ainda está em fase de testes no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), patrocinados pelo governo federal e pelo governo paulista após pressão popular em seu favor.

Por décadas, a pílula foi fabricada em um laboratório da USP e distribuída a pacientes com câncer sem que tivesse passado por testes de segurança e eficácia. No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a distribuição da droga no país.

Nem a embalagem nem os cientistas responsáveis pelo suplemento citam diretamente benefícios para pacientes com câncer. Segundo Almeida, a ideia é “manter o organismo em equilíbrio”.

“Eu viso mais as pessoas que não têm câncer e querem manter uma condição equilibrada do organismo”, diz Almeida. “Se a pessoa tiver câncer e o médico achar que é conveniente, ela usa. Eu não posso falar que o suplemento é para câncer, porque isso está fora da legislação.”

Ainda assim, a página do suplemento no Facebook anuncia o produto ao lado da foto de uma mulher careca com a frase “Não desista!”.

Na quarta (15) à tarde, Almeida afirmou à Folha que não tinha visto a foto da mulher careca e que a achava de mau gosto. “Foi um erro de marketing”, afirma.

No mesmo dia, uma outra foto de uma mulher mais velha, com um lenço na cabeça, também foi publicada na página do suplemento.

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Imagem postada em rede social de uma das empresas responsáveis pelo suplemento
Imagem postada em rede social de uma das empresas responsáveis pelo suplemento

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, afirmou à Folha que a equipe técnica da agência analisará se há tentativa de comercialização e propaganda irregular.

A Anvisa regula a entrada de suplementos alimentares no mercado com regras específicas. “Quando é só suplemento alimentar, tem que ser seguro. Para fazer qualquer alegação [de propriedade funcional], tem que comprovar com testes. Um exemplo são os produtos que dizem que ajudam a regular o intestino”, diz Barbosa.

Já a divulgação de eventuais propriedades terapêuticas é proibida. “Se fizer é crime. Não pode dizer que cura hipertensão, por exemplo. Senão não é suplemento, é um medicamento.”

Segundo Barbosa, até agora não houve pedido de registro do produto na agência, nem como suplemento nem como medicamento.

Em geral, a análise de pedidos de registro de suplementos leva até oito meses.

Para Barbosa, é preciso explicar também qual a composição do produto, já que os pesquisadores têm divulgado que a fosfoetanolamina que produzem é diferente da encontrada nos Estados Unidos, onde é usada como suplemento de cálcio, afirma.

“A nossa grande preocupação com a fosfotaenolamina sempre foi a de que não se pode distribuir no Brasil um medicamento que não esteja registrado, ou seja, sem avaliação de segurança e eficácia. E há risco de as pessoas com câncer abandonarem o tratamento por outro que não tem nenhuma prova científica que funcione. Mantemos essa preocupação.”

Paulo Hoff, diretor do Icesp prefere não expressar uma posição sobre a questão da importação do suplemento, tarefa que cabe as agências reguladoras, diz. “Continua sendo importante aguardar o resultado dos estudos que estão em andamento”, afirma. “As pessoas que venham eventualmente a usar o produto têm que estar cientes de que não há ainda nenhuma comprovação de benefício em termos de tratamento do câncer.”

Outra fonte importante de dúvidas sobre o uso da fosfo envolve o grau de pureza das cápsulas de fosfoetanolamina que eram distribuídas de graça na USP de São Carlos.

Uma análise independente do material, conduzida pelo químico Luiz Carlos Dias, da Unicamp, a pedido do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), indicou que as cápsulas continham uma mistura de diversas substâncias –só uns 30% do conteúdo correspondia à “fosfo” propriamente dita.

“É possível aumentar muito esse grau de pureza? É, depende do método que eles vão utilizar na fabricação do suplemento e das etapas da preparação e purificação”, afirmou Dias. “Eu até gostaria de obter amostras para fazer uma análise comparativa no futuro. Mas o fato é que, ao menos no caso das amostras que vieram da USP, esse material jamais deveria ter sido usado por seres humanos.”

Os Poréns da nova ‘pílula do câncer’

Alegação Terapêutica

  • A Anvisa afirma que suplementos só podem alegar propriedade funcional ou terapêutica após a comprovação de testes, os quais não foram feitos em humanos
  • Apesar de a própria embalagem não indicar o uso para ajudar no tratamento de câncer ou curar a doença, posts em redes sociais de um dos laboratórios responsáveis pelo suplemento mostram o produto ao lado de uma mulher careca, com a frase “Não desista!”

Rota Alternativa

  • Os pesquisadores responsáveis afirmam que o lançamento da fosfo como suplemento possibilita a liberação e acesso mais rápido (em comparação à aprovação de um medicamento) ao composto
  • Especialistas afirmam que há risco de as pessoas com câncer abandonarem o tratamento por outro que passou pelos mesmos processos de avaliação e regulamentação

Trajetória da Fosfo

Década de 1990
A substância é sintetizada pelo pesquisador Gilberto Chierice e começa a ser distribuída para pacientes

10.jun.2014
Após a aposentadoria de Chierice, o Instituto de Química de São Carlos da USP publica portaria que impede a produção e distribuição de qualquer droga sem registro (caso da fosfo)

out.2015
O Tribunal de Justiça de São Paulo barra liminares que pediam acesso à droga, mas volta atrás depois que o STF determina a entrega a paciente com câncer no RJ

13.out.2015
USP diz não ter condições de produzir a substância em larga escala, mas que tentará cumprir os mandados judiciais

8.mar.2016
Câmara dos Deputados aprova projeto de lei que autoriza comercialização e uso da droga; o projeto seguiu para o Senado

22.mar.2016
Projeto de lei é também aprovado pelo Senado Federal

14.abr.2016
Dilma sanciona a lei, contrariando recomendação da Anvisa

19.mai.2016
STF vota liminar para derrubar a lei que permitia a fosfo

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SAÚDE-Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade

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SAÚDE | Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade

Por Leonam Martins – “- Doutor, eu não sinto nada, mas estou aqui para começar a me prevenir, porque, afinal de contas, eu já estou com uma certa idade.”

Este é, frequentemente, o início do diálogo travado entre paciente e médico na primeira consulta com o geriatra. O paciente deseja ‘iniciar sua prevenção’, expressão que traz implícitas a pergunta sobre o que cabe a ele fazer para viver uma vida longa e produtiva e a expectativa sobre o que o médico lhe dirá. Comumente, ele espera que sejam solicitados exames e que sejam prescritos vários medicamentos, sobretudo vitaminas, com o propósito de prevenir ou de retardar o envelhecimento. Mas, qual o real papel do geriatra para ajudar o paciente a viver mais e melhor?Sabemos que uma parte dos problemas de saúde que podemos ter na velhice tem origem genética, outra depende das exposições ambientais que nosso organismo venha a sofrer e uma terceira parte depende do nosso estilo de vida, isto é, das nossas escolhas. E é justamente nesta última que nos cabe intervir.

De forma geral, a prevenção se faz em três níveis:

a) A prevenção primária, que é tudo que fazemos no intuito de remover causas e fatores de risco de um problema de saúde antes que a doença ocorra. Inclui a promoção da saúde e a proteção específica contra certas doenças (ex.: imunização, exercícios físicos).
b) A prevenção secundária, que são as ações que visam detectar um problema de saúde em seu estágio inicial, muitas vezes subclínico, facilitando o diagnóstico definitivo e o seu tratamento, desta forma reduzindo ou prevenindo sua disseminação ou suas consequências no longo prazo (ex.: rastreamento de câncer de mama, estratificação do risco cardiovascular).
c) A prevenção terciária, que são as ações que visam reduzir os prejuízos funcionais consequentes a um problema agudo ou crônico, incluindo as medidas de reabilitação (ex.: reabilitar um paciente após um infarto ou após um acidente vascular cerebral).
As principais condições passíveis de prevenção em um ou mais níveis são as doenças infecciosas, as cardiovasculares (sobretudo o infarto e o derrame), o câncer, as doenças respiratórias (como a doença pulmonar obstrutiva crônica) e as causas externas, como os acidentes de trânsito. A imunização, o rastreamento (visando o diagnóstico precoce), o aconselhamento e as mudanças de estilo de vida são, juntamente com os medicamentos, as principais intervenções que o geriatra irá propor.

A imunização do adulto é um tópico frequentemente negligenciado. Além da vacinação veiculada em campanhas, como a da gripe, é preciso discutir com o profissional se há indicação de outras vacinas previstas no calendário vacinal do adulto, como a vacina contra a bactéria pneumococo (principal causadora de pneumonia em adultos), contra o vírus varicela-zoster (causador do herpes zoster), contra o tétano, a difteria e a coqueluche (dTPa), contra a hepatite B e contra a febre amarela.

O rastreamento visando o diagnóstico precoce tem como premissas básicas que a condição em questão representa um problema de saúde pública importante; que sua história natural é bem conhecida; que há um estágio pré-clínico (assintomático) bem definido, durante o qual a doença possa ser diagnosticada; que os benefícios da detecção e do tratamento precoces são maiores do que o que ocorreria se a condição fosse tratada no momento habitual de diagnóstico; que os exames que detectam a condição clínica no estágio assintomático estão disponíveis e são aceitáveis e confiáveis; e que o custo do rastreamento é razoável e não onere demasiadamente o sistema de saúde como um todo.

O bom rastreamento tem como pilares a boa entrevista clínica, o exame físico sistematizado e a solicitação individualizada e racional de exames complementares. Algumas condições específicas a ser ativamente buscadas e tratadas são a hipertensão, as alterações nos lipídeos (colesterol, triglicerídeos), a obesidade, a inatividade física, o diabetes, o tabagismo, o abuso de álcool, o uso de drogas ilícitas, a infecção pelo HIV e pelo vírus da hepatite, o hipotireoidismo, a perda cognitiva e os quadros depressivos, a osteoporose e o câncer. Sobre este último, há que se avaliar junto ao profissional de saúde a indicação individual de rastreamento para os cânceres de colo de útero, de mama, de cólon (intestino), de pulmão, de pele e de próstata, discutindo-se todos os prós e contras.

É papel do médico realizar a estratificação do risco cardiovascular do paciente a partir dos dados de seu histórico clínico e laboratorial, como a história familiar de doença coronariana, a presença de hipertensão, tabagismo, diabetes e alterações dos lipídeos, de modo a propor as estratégias farmacológicas e não-farmacológicas de redução do risco de infarto e derrame. O emprego preventivo do ácido acetilsalicílico e a indicação de medicamentos redutores de colesterol, por exemplo, se fazem conforme o perfil de risco de cada paciente.

Cabe-nos enfatizar um alerta quanto aos chamados tratamentos “antienvelhecimento”. Embora seja fácil encontrar quem os prescreva, até o presente momento, esses tratamentos carecem de qualquer respaldo científico e não são recomendados pelas autoridades médicas de nenhuma parte do mundo. Vitaminas, por exemplo, são compostos químicos com ações farmacológicas sobre o nosso organismo, e, desta forma, podem produzir efeitos colaterais indesejáveis. Em muitos casos podem não nos fazer qualquer bem e às vezes até nos fazer mal. Vitamina só faz bem quando é realmente necessária e por isso deve ter indicação médica.

Uma menção especial deve ser feita em relação ao exercício físico. O exercício regular e orientado permite o condicionamento cardiorrespiratório e ajuda a diminuir as perdas musculares decorrentes do envelhecimento. Idosos praticantes de exercícios têm maiores chances de se manter ativos e independentes e ainda apresentam redução de risco de comprometimento cognitivo. O exercício é um dos fatores que podem ser responsáveis pela variabilidade do estado geral exibido entre idosos de mesma idade. Estudos demonstram, por exemplo, que atletas sêniores apresentam maior variabilidade da frequência cardíaca (indicativo de preservação das funções do sistema nervoso autonômico) que indivíduos de mesma idade sedentários. Entretanto, não é necessário ser um atleta para envelhecer bem. A obtenção do que chamamos de “envelhecimento bem-sucedido”, condição em que o idoso exibe preservação de suas funções, seja no seu autocuidado, seja na sua capacidade de produzir e se relacionar com o mundo, não necessita de treinamento físico em nível de competição. O benefício máximo do exercício físico como promotor da saúde e da preservação funcional pode ser obtido conjugando-se regularidade em sua prática com a orientação profissional adequada na sua prescrição. De forma geral, procura-se manter um equilíbrio entre o fortalecimento muscular e o condicionamento aeróbico, sempre se tendo em mente as particularidades de doenças e as preferências dos indivíduos. É bom lembrar que exercícios não necessariamente são saudáveis. A prática de esforços físicos extenuantes ou mal orientados, por exemplo, pode sobrecarregar o organismo e o expor a lesões e agravos à saúde.

De forma geral, não há grandes segredos em relação ao que deve ser de fato feito para prevenir doenças:

– ter hábitos alimentares saudáveis,

– praticar atividades físicas regularmente,

– fazer acompanhamento médico periódico para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos eventuais agravos à saúde,

– ter descanso e lazer apropriados,

– cultivar bons pensamentos e manter a mente estimulada, ativa e produtiva.

Envelhecer é a simples consequência de não morrer antes do tempo. Envelhecer bem, esse sim, é nosso grande objetivo.

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